De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, 70% dos funcionários estão de braços cruzados. A greve começou há três dias, motivada pela reivindicação de melhorias nos vestiários e bicicletário, aumento de salários, participação nos lucros e ampliação na cobertura do plano de saúde.
A entrega de uma garrafa de energético para cada operário na apresentação do programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2011, com a frase “vamos virar esse jogo com muita energia” causou efeito contrário, revoltando os trabalhadores. Eles afirmam que há quatro anos não conseguem atingir as metas impostas, pois elas seriam muito altas, e a “energia” acabou sendo canalizada para a greve.
A pauta de reivindicações contempla: cobertura do bicicletário, reforma no vestiário, plano de saúde integral para o trabalhador e família, 10% de aumento real e R$ 1 mil de abono. A empresa fala em garantir apenas o dissídio da categoria, conceder R$ 400 de abono (antecipando a participação nos lucros de 2011), reformar o vestiário somente em junho e permitir a composição de uma comissão para estudar melhorias no plano de saúde.
Por causa de um interdito proibitório, concedido pela Justiça, a concentração da greve acontece há 100 metros da empresa, impedindo inclusive a aproximação do carro de som do sindicato.



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